Lembranças Cap. 1

Inicia agora uma história emocionante e
inteligente de uma mulher comum:

Maria: Como vocês estão, mainha e painho?
Consuelo: Estamos bem, fia. Apesar de ter que falar com ocê por esse aparelho…
Maria: Podia ser pior. Antes dessa tecnologia a gente não podia se falar…
Mario: Fia, como ocê está? Aí distante da gente… O pai se preocupa!
Maria: Aqui, está tudo muito bem. Apesar desse vírus novo. Fiquem em casa e evitem aglomerações.
Mario: E tem outro jeito, fia? Está todo mundo com o rabo entre as pernas…
Maria: Mas é melhor que aqui. Só tenho boas lembranças da nossa terra.
Consuelo: Seria melhor se ocê tivesse aqui. Mas se não é história… Se cuida, fia!
Mario: Fica com Deus, porque Ele sempre sabe o que é melhor pra gente.
Maria: Pode deixar, mainha e painho. Ainda quero reviver as lembranças de minha terra.
Maria: Diga quando tiver bom de comida pra você.
Pedro: Está bom, tia.
Claudio: Quero o mesmo tanto dele.
Sonia: Pra mim tem que ser menos, que sou mocinha.
Maria: Sonia, você não é mocinha é menina ainda. Aproveitem a fase da infância porque é a melhor. E deixa mais
lembranças.
Nossa, como eu falei essa palavra hoje: lembrança.
Profa. Roseli: Agora que vocês já terminaram de comer voltem pra sala.
Maria: Deixa eles tomarem lanche sossegados, que essa é para muitos a única refeição, do dia.
Profa. Roseli: Não queire ensinar oração ao vigário, que sei muito bem a realidade da periferia.
Maria: Então devia saber que estamos além dela. Estamos no extremo da periferia.
Dir. Suzana: Ora, vocês conversam demais!
Ainda estão se estranhando?!
Ambas: ( com medo de perderem o emprego ) Claro que não.
Profa. Roseli: É só uma piada.
Maria: É isso mesmo… uma piada.
Dir. Suzana: A hora da merenda já acabou.

Autor: Laercio Lucena


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